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16 janeiro 2009

Frases de Mahatma Gandhi

  1. A única revolução possível é dentro de nós."
  2. "Creio poder afirmar, sem arrogância e com a devida humildade, que a minha mensagem e os meus métodos são válidos, em sua essência, para todo o mundo."

  3. "A minha vida é um Todo indivisível, e todos os meus atos convergem uns nos outros; e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda a humanidade."
  4. "Não desejo morrer pela paralisia progressiva das minhas faculdades como um homem vencido. A bala de um assassino poderia por fim a minha vida. Acolhe-la-ia com alegria"
  5. "A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em considerarmos como uma toda a família humana. Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, a irreligião."
  6. "O meu patriotismo não é exclusivo. Engloba tudo. Eu repudiaria o patriotismo que procurasse apoio na miséria ou na exploração de outras nações. O patriotismo que eu concebo não vale nada se não se conciliar sempre, sem exceções, com o maior bem e a paz de toda a humanidade."
  7. "Acredito na essencial unidade do homem, e portanto na unidade de todo o que vive. Desse modo, se um homem progredir espiritualmente, o mundo inteiro progride com ele, e se um homem cai, o mundo inteiro cai em igual medida."
  8. "A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim queremos."
  9. "Mas creio que a não-violência é infinitamente superior à violência, o perdão é mais nobre que a punição. O perdão enobrece um soldado. Mas a abstenção só é perdão quando há o poder para punir; não tem sentido quando pretende proceder de uma criatura desamparada. Um camundongo dificilmente perdoa um gato que o dilacera. Compreendo os sentimentos daqueles que clamam pela punição condigna do General Dyer e outros iguais. Haveriam de esquartejá-lo, se pudessem. Mas não creio que a Índia seja desamparada. Não me considero uma criatura desamparada. Apenas quero usar a força da Índia e a minha própria para um propósito melhor."
  10. "Só quando se vêem os próprios erros através de uma lente de aumento, e se faz exatamente o contrário com os erros dos outros, é que se pode chegar à justa avaliação de uns e de outros."
  11. "O mundo não é totalmente governado pela lógica: a própria vida envolve certa espécie de violência, e a nós nos nos compete escolher o caminho da violência menor."
  12. "Ao rejeitar a espada, não tenho senão a lâmina do amor para oferecer àquele que investiu contra mim. É ao oferecer-lhe esta lâmina que espero sua aproximação. Não posso conceber um estado de hostilidade permanente entre um homem e outro. Pois, crendo na reencarnação, vivo na esperança que, se não nesta vida humana mas numa outra, poderei cingir toda a humanidade num fraternal abraço."
  13. "O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo."
  14. "O Amor e a verdade estão tão unidos entre si que é praticamente impossível separá-los. São como duas faces da mesma medalha."
  15. "Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio."
  16. "Só se adquire perfeita saúde vivendo na obediência às leis da Natureza. A verdadeia felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos a controle quando a gula estiver sob controle. Aquele que domina os próprios sentidos conquistou o mundo inteiro e tornou-se parte harmoniosa da natureza."
  17. "A civilização, no sentido real da palavra, não consiste na multiplicação, mas na vontade de espontânea limitação das necessidades. Só essa espontânea limitação acarreta a felicidade e a verdadeira satisfação. E aumenta a capacidade de servir."
  18. "É injusto e imoral tentar fugir às conseqüências dos próprios atos. É justo que a pessoa que come em demasia se sinta mal ou jejue. É injusto que quem cede aos próprios apetites fuja às conseqüências tomando tônicos ou outros remédios. É ainda mais injusto que uma pessoa ceda às próprias paixões animalescas e fuja às conseqüências dos próprios atos."
  19. "A Natureza é inexorável, e vingar-se-á completamente de uma tal violação de suas leis."
  20. "Aprendi, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição: controlar a ira. E do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta, limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua."
  21. "O silêncio já se tornou para mim uma necessidade física espiritual. Inicialmente escolhi-o para aliviar-me da depressão. A seguir precisei de tempo para escrever. Após havê-lo praticado por certo tempo descobri, todavia, seu valor espiritual. E de repente dei conta de que eram esses momentos em que melhor podia comunicar-me com Deus. Agora sinto-me como se tivesse sido feito para o silêncio."
  22. "Aqueles que têm um grande autocontrole, ou que estão totalmente absortos no trabalho, falam pouco. Palavra e ação juntas não andam bem. Repare na natureza: trabalha continuamente, mas em silêncio."
  23. "Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros."
  24. "Quem sabe concentrar-se numa coisa e insistir nela como único objetivo, obtém, ao cabo, a capacidade de fazer qualquer coisa."
  25. "A verdadeira educação consiste em pôr a descoberto ou fazer atualizar o melhor de uma pessoa. Que livro melhor que o livro da humanidade?"
  26. "Não quero que minha casa seja cercada por muros de todos os lados e que as minhas janelas esteja tapadas. Quero que as culturas de todos os povos andem pela minha casa com o máximo de liberdade possível."
  27. "Nada mais longe do meu pensamento que a idéia de fechar-me e erguer barreiras. Mas afirmo, com todo respeito, que o apreço pelas demais culturas pode convenientementemente seguir, e nunca anteceder, o apreço e a assimilação da nossa. (...) Um aprendizado acadêmico, não baseado na prática, é como um cadáver embalsamado, talvez para ser visto, mas que não inspira nem nobilita nada. A minha religião proíbe-me de diminuir ou desprezar as outras culturas, e insiste, sob pena de suicídio civil, na necessidade de assimilar e viver a vida."
  28. "Ler e escrever, de per si, não são educação. Eu iniciaria a educação da criança, portanto, ensinando-lhe um trabalho manual útil, e colocando-a em grau de produzir desde o momento em que começa sua educação. Desse modo todas as escolas poderiam tornar-se auto-suficientes, com a condição de o Estado comprar os manufaturados."
  29. "Acredito que um tal sistema educativo permitira o mais alto desenvolvimento da mente e da alma. É preciso, porém, que o trabalho manual não seja ensinado apenas mecanicamente, como se faz hoje, mas cientificamente, isto é, a criança deveria saber o porquê e o como de cada operação."
  30. "Os olhos, os ouvidos e a língua vêm antes da mão. Ler vem antes de escrever e desenhar antes de traçar as letras do alfabeto".
  31. "Se seguirmos este método, a compreensão das crianças terá oportunidade de se desenvolver melhor do que quando é freada iniciando a instrução pelo alfabeto."
  32. "Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é "tabu".
  33. "A desobediência civil é um direito intrínseco do cidadão. Não ouse renunciar, se não quer deixar de ser homem. A desobediência civil nunca é seguida pela anarquia. Só a desobediência criminal com a força. Reprimir a desobediência civil é tentar encarcerar a consciência."
  34. "Quem busca a verdade, quem obedece a lei do amor, não pode estar preocupado com o amanhã."
  35. "Minha missão não se esgota na fraternidade entre os indianos. A minha missão não está simplesmente na libertação da Índia, embora ela absorva, em prática, toda a minha vida e todo o meu tempo. Por meio da libertação da Índia espero atuar e desenvolver a missão da fraternidade dos homens".
  36. "O meu patriotismo não é exclusivo. Engloba tudo. Eu repudiaria o patriotismo que procurasse apoio na miséria ou na exploração de outras nações. O patriotismo que eu concebo não vale nada se não se conciliar sempre, sem exceções, com o maior bem e a paz de toda a humanidade."
  37. "Orar não é pedir. Orar é a respiração da alma."
  38. "A oração salvou-me a vida. Sem a oração teria ficado muito tempo sem fé. Ela salvou-me do desespero. Com o tempo a minha fé aumentou e a necessidade de orar tornou-se mais irresistível... A minha paz muitas vezes causa inveja. Ela vem-me da oração. Eu sou um homem de oração. Como o corpo se não for lavado fica sujo, assim a alma sem oração se torna impura."
  39. "O Jejum é a oração mais dolorosa e também a mais sincera e compensadora."
  40. "Quem venceu o medo da morte venceu todos os outros medos."
  41. "Uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias."
  42. "A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em considerarmos como uma toda a família humana. Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, a irreligião."

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09 janeiro 2009

Estudantes israelenses presos por rejeitar alistamento pedem ajuda

No dia 18 de dezembro de 2008 foi iniciada uma campanha mundial em apoio aos estudantes israelenses presos por rejeitarem o alistamento no exército, por objeção de consciência. Os Shministim defendem um futuro de paz entre israelenses e palestinos e criticam a ação de seu país nos territórios ocupados. Eles esperam receber centenas de milhares de mensagens de apoio que serão entregues ao ministro da Defesa de Israel.
Estudantes israelenses presos por rejeitar exército pedem apoio
No dia 18 de dezembro de 2008 foi iniciada uma campanha mundial em apoio aos estudantes israelenses presos por rejeitarem o alistamento no exército, por objeção de consciência. Os Shministim defendem um futuro de paz entre israelenses e palestinos e criticam a ação de seu país nos territórios ocupados. Eles esperam receber centenas de milhares de mensagens de apoio que serão entregues ao ministro da Defesa de Israel.

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27 junho 2008

Fotos da Pedalada Pelada de SP

Declaração dos participantes da I Pedalada Pelada de São Paulo

A I Pedalada Pelada de São Paulo, ou World Naked Bike Ride (WNBR), ocorreu no dia 14 de junho de 2008. Esta foi a primeira edição do evento realizada no Brasil, nos mesmos moldes das ações que acontecem em diversas cidades do mundo com o apoio da população em geral e do poder público.

Leia: Declaração dos participantes | Convite | Zaragoza: capital mundial do ciclonudismo

VEJA AS FOTOS -  I | II

Créditos

Foto do editorial: Luna Rosa.

Texto: World Naked Bike Ride São Paulo 2008.

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11 junho 2008

Estudantes da UNB continuam na luta

Enviado pelo DCE- UNB
Programação desta quinta e sexta:

 Quinta (12/06)

 12h, no Ceubinho
 "Ocupa e Resiste", Debate sobre o Movimento Estudantil.

 Exibição do filme: A Revolta dos Pingüins.

 18h, no Ceubinho
 "É proibido proibir", Memorial da Ocupação da Reitoria da UnB 
(Cartazes, fotos e vídeos sobre a Ocupação).

 * Venha e traga sua barraca! Vamos 
armar um acampamento na reitoria para fazer uma vigília em defesa da 
Paridade que será votada no CONSUNI no dia seguinte.

 Sexta (13/06)

 12h, Reitoria
 Assembléia Geral dos Estudantes, Professores e Servidores da UnB.
 Pauta: Paridade e Congresso Estatuinte Paritário.
 14h, Auditório da Reitoria
 Reunião do CONSUNI (Conselho Universitário) que definirá sobre a 
Paridade nas eleições para reitor.

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25 abril 2008

Vídeos sobre a transposição do Rio São Fransciso

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06 fevereiro 2008

A Não-violência e suas Táticas de Ação

 Ação Não-violenta


O MRNV nasce inspirado na vida de três grandes almas: Mahatma Gandhi, Martin Luther King Jr. e SILO. E também em todos os lutadores anônimos que dedicaram suas vidas a revolução não-violenta.

Recordamos as palavras pronunciadas em 4 de Maio de 2004, em Punta de Vacas, Argentina: "Nós os que não somos escutados, trabalharemos a partir de hoje, em todas partes do mundo, para pressionar aos que decidem, para difundir os ideais de paz com base a metodologia da não-violência, para preparar o caminho dos novos tempos".

A violência e o momento histórico atual

A história da não-violência tem poucos registros se comparada com a história da violência e das guerras. Mas talvez esta diferença se deva mais ao ponto de vista dos historiadores do que a falta de situações e acontecimentos não-violentos. Sentimos a necessidade de historiadores que realmente valorizem a não-violência e que pesquisem seus métodos e técnicas, assim como de lutadores sociais que a experimentem e que a difundam. Tais estudos e experimentos contribuiriam para aumentar a prática eficaz e expandir o potencial politico-revolucionário da Não-violência.

O momento histórico mudou e é necessário levá-lo em conta para explicar os fenômenos atuais e futuros. Estamos numa nova situação histórico-social.

Um fermento de religiosidade cruza todo o planeta, agora sem o freio da racionalidade e da autocensura. É um momento muito especial onde esses impulsos profundos podem traduzir-se com bondade ou podem cair num campo de violência e confusão apto para o surgimento de fundamentalismos crescentes, choques de culturas e conflitos sociais.

No campo político o neoliberalismo vai perdendo vigência e está abrindo espaço para os neofascismos, a concentração econômica e o autoritarismo.

Neste cenário está aparecendo uma nova geração que se expressará, como é próprio na dinâmica geracional, com dialética e com choque. Geração que já começou a irromper recentemente, em diferentes conflitos, na França e no Chile.

No Brasil, percebemos o aumento da violência em todos os âmbitos e um importante descontentamento e desilusão geral. Em São Paulo, uma quadrilha organizada conseguiu atemorizar milhões de pessoas numa paralisação total do estado ocorrida em maio. A população tem medo dos bandidos e desconfia do estado, da polícia e das instituições. Experimenta-se que o sistema não avança e não serve mais. É um momento muito adequado para gerar novas referências.

Se nos posicionarmos bem, se dermos potentes sinais de modo que as pessoas possam nos encontrar, se sairmos fortemente com não-violência aos conflitos do meio social, nos converteremos rapidamente numa forte opção de luta social para os povos do Brasil e da América Latina.

A Metodologia do Não-violência

A não-violência é uma grande filosofia de vida e uma metodologia de ação que desde sempre tem se inspirado em profundas convicções morais e religiosas e que hoje se apresenta como a única resposta coerente a esta espiral de violência que nos rodeia.

Sobre a não-violência podemos afirmar:

1) Este não é um método para covardes: é uma resistência. Aquele que resiste não-violentamente se opõe ativamente contra as injustiças e desigualdades. Este método é não-agressivo no sentido em que não é agressivo fisicamente contra o opositor.

2) A resistência não-violenta não busca vencer nem humilhar ao oponente, mas sim ganhar sua amizade e compreensão. Aquele que resiste não-violentamente deve expressar seu protesto através da não-cooperação ou boicotes, mas se dá conta que a não-cooperação e que os boicotes não são um fim em si mesmos; são simplesmente um meio para despertar o sentido de vergonha moral no oponente. O fim é a redenção e a reconciliação.

3) Neste método, o ataque se dirige para combater e revolucionar as estruturas sociais e os valores deste sistema, ao invés de atacar as pessoas que estão atrapalhadas por acreditar nessas estruturas e valores. É este sistema imoral e injusto que buscamos vencer, não as pessoas vitimizadas por ele.

4) A resistência não-violenta evita não só a violência física externa, mas também a violência interna do espírito. No coração da não-violencia se ergue o princípio do amor. Na luta pela dignidade humana, os oprimidos do mundo não devem se permitir ressentir-se nem se envolver em campanhas de ódio. Vingar-se com ódio e ressentimento só conseguirá intensificar o ódio no mundo. Ao longo do caminho da vida, alguém deve ter a suficiente bondade e força moral para cortar a cadeia do ódio. Isto só pode ser alcançado projetando a ética do amor para o centro de nossas vidas e dos que estão ao nosso redor.

Táticas de ação:

Algumas possíveis classificações:


Ação direta

Protesto e persuasão

Não-cooperação

Desobediência Civil


  1. Métodos de ação direta – ações na justiça, ocupações pacíficas de locais proibidos, invasões de locais públicos, acampamentos, vigílias, aparições inesperadas em eventos públicos, palestras e conferências de imprensa.

  2. Métodos de Protesto e Persuasão – denúncias, declarações públicas, discursos de protesto, comunicações massivas, atos públicos simbólicos, pressão sobre as autoridades, teatro e música, procissões, peregrinações, caravanas, fóruns e assembléias públicas, votações paralelas, retiradas e reuniões.

  3. Métodos de Não-cooperação Social - boicotes, greves, fuga, suspensão de atividades sociais e desportivas, vazio ao poder estabelecido, refugio e emigrações.

  4. Métodos de Não-cooperação Econômica – greves, boicotes, difusão de listas negras de empresas e ou de produtos, listas de negras de políticos corruptos, utilização de moedas paralelas, retiradas de depósitos bancários.

  5. Métodos de Não-cooperação Política - rechaço a autoridade, negar-se a votar ou a pagar impostos e desobediência civil.

  6. Métodos de Intervenção Não-violenta – Jejuns e greves de fome, tomadas de edifícios, invasões de terras, obstruções de ruas, avenidas e estradas, sistemas alternativos de comunicação e transporte, mercados paralelos, congressos e votações populares.

  7. Desobediência Civil – consiste em desobedecer a leis injustas.



Escalas de ação:

A não-violência pode ser aplicada em diferentes escalas, desde pequenos conflitos em bairros, escolas, locais de trabalho até conflitos sociais mais amplos que envolvam cidades, estados e nações inteiras.


O que a torna eficaz não é o número de pessoas envolvidas, podemos ter pequenas equipes táticas bem treinadas, especializadas e muito eficazes em solucionar conflitos pontuais.


Já para transformações estruturais e revoluções sociais não basta coragem isolada, a luta precisa ser coletiva e organizada. E para ser viável e eficaz precisa se basear em três pontos:


  • Organização de um movimento nacional e internacional

  • Estratégia e táticas em vista de alcançar objetivos políticos e não somente humanitários.

  • Elaboração de um projeto de sociedade diferente da sociedade capitalista.

Propostas


  1. Resgatar e registrar conflitos, casos e situações no Brasil que foram solucionados através de táticas de ação não-violenta.

  2. Preparar um manual prático para ser aplicado em diferentes situações de conflitos e em diferentes escalas.

  3. Produzir vídeo-aulas e animações multimídia com treinamentos e capacitação em ações diretas, não-cooperação e desobediência civil.

  4. Organizar ações diretas simultâneas em várias cidades e estados do país.

  5. Unir outras organizações e grupos numa frente de ação revolucionária que tenha grupos permanentes de estudo e treinamento, em toda América Latina.

  6. Apoiar outros movimentos, frentes de ação e organizações empregando e difundindo as táticas de N.V. conforme o conflito que surgir.

  7. Referenciar socialmente 03 guias como modelos de conduta pessoal: Gandhi, Luther King Jr e SILO.

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07 janeiro 2008

Histórico da Desobediência Civil e Ação Direta Não-violenta

Este é um breve histórico que não pretende relatar toda a história da não-violência, nem da desobediência civil. Pretende apenas citar alguns antecedentes importantes para servirem de inspiração e fundamento para as ações que nossa comissão quer estimular na estrutura e organismos do Movimento.


Os antecedentes aqui relatadas são apenas um esboço geral de alguns casos interessantes ou significativos.


Sem dúvida a abrangência e importância do tema necessitará a futura de uma pesquisa mais metódica e profunda sobre as pessoas, situações, estratégias e táticas empregadas no passado da não-violência e da desobediência Civil.


Introdução


A história da não-violência tem poucos registros se comparada a história da violência e das guerras. Mas acreditamos que esta diferença se deve mais ao ponto de vista dos historiadores do que a falta de situações e acontecimentos não-violentos. Sentimos a necessidade de historiadores que realmente valorizem a não-violência e que pesquisem seus métodos e técnicas, para além do romantismo intuitivo e literário. Precisamos inclusive de mais estudos acerca de países orientais, onde nos faltam materiais de pesquisa. Tais estudos contribuiriam para aumentar a prática eficaz e expandir o potencial politico-revolucionário da D.C e N.V.


Outro ponto de importante apreciação é o fato de que a não-violência, a não-cooperação, a desobediência civil a governos, leis e costumes estabelecidos, essencialmente terem sido praticado por místicos e religiosos de todas as épocas. E que tais práticas e procedimentos, além de se converterem num estilo de vida, ao que nos parece, também foram importantes instrumentos de divulgação das idéias e experiências religiosas nos seus devidos meios sociais. Produzindo radicais revoluções em tais meios, por vezes tão fortes e profundas que chegam a durar centenas e centenas de anos.


Curiosamente todos os teóricos e executores da D.C e N.V. foram homens de extrema fé e religiosidade.


Alguns antecedentes históricos


258 A.C. – O exército romano volta de uma batalha e encontra propostas de reformas bloqueadas pelo senado, ao invés de usar força militar, o exército marchou ao fértil distrito de Crustumeria, ocupou o "Monte Sagrado", e ameaçou fundar ali uma nova cidade plebéia. O senado então cedeu. (Relato de Theodor Mommsen)


494 A.C. – Os plebeus de Roma, ao invés de assassinar os cônsules na tentativa de corrigir os abusos, se retiraram para uma colina (o "Monte Sagrado") e permaneceram ali por dias, recusando-se a contribuir à cidade. Então chegou-se num acordo que garantia significativa melhoria de condições de vida e status.


1565-1576 D.C – Resistência da Holanda à dominação Espanhola.


1775 D.C – Luta dos colonos americanos proposta por Daniel Dulany, de Mariland, formou resistência econômica forçando o Parlamento a rejeitar leis injustas.


1850 e 1867 D.C – Resistência nacionalista Húngara contra a Aústria.


1906 D.C – Começam as lutas de Gandhi na África do Sul, contra a opressão dominante dos brancos contra os hindus.


1915-1947 D.C – Luta pela independência da Índia dominada pelo império Britânico. A independência liderada por Gandhi foi obtida através de uma verdadeira "guerra não-violenta" através de greves, boicotes, marchas, não-cooperação, desobediência-civil, etc... Onde participaram milhões de indianos ao lado de Gandhi.


1920 D.C – Na Alemanha, após 04 dias, um golpe de estado (Putsch) liderado pelo Dr. Wolfgang Kapp foi frustado por greves gerais e diversas ações de desobediência civil realizadas pela população e convocadas pela República Weimar.


1923 D.C – O Governo alemão forma uma resistência passiva a ocupação bela e francesa do Ruhr. Membros de sindicatos, funcionários públicos, industriais, e muitas outras pessoas se recusaram a obedecer o a cooperar com o regime de ocupação, mesmo sob rigorosa repressão.


1955 D.C – ínício da luta de Martin Luther King Jr. contra a discriminação racial nos EUA, organizando boicotes e ações diretas em ônibus, lanchonetes e instituições que não permitiam acesso a negros ou os discriminavam. Realizaram marchas e protestos pelo direito dos negros votarem nas eleições.


1968 D.C – O povo da Checoslováquia, desarmado, resistiu 08 dias aos tanques soviéticos.


Outros possíveis antecedentes

Embora nem sempre tenhamos registros confiáveis ou precisos, a tradição religiosa e seus livros sagrados nos levam a supor que boa parte das religiões ou filosofias em seus inícios faziam largo uso da não-violência. Personagens como Jesus, Buda, Sócrates, Lao Tse, Confúcio, estão relacionados como alguns dos pregadores da não-violência histórica.


Principais teóricos e executores da D.C e N.V.

Henry David Thoreau (1817-1862) – Norte-americano

León N. Tolstói - (1828-1910) - Russo

Mohandas K Gandhi, mais conhecido como Mahatma Gandhi (1869-1948) - Indiano

Martin Luther king Jr. (1929-1968) – Norte-Americano


Obs.- Biografias em anexo.


Bibliografia consultada:

Gene Sharp. Poder, Luta e Defesa. SP. Ed. Paulina

Antonio Fragoso. A Firmeza Permanente. SP. Ed. Loyola-Veja

Martin Luther king Jr. . O Grito da Consciência. SP. Ed. Expressão e cultura.

M. Gandhi. – Minhas vida e minhas experiências com a Verdade. RJ. Ed. O cruzeiro.

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